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Coluna: Saymon Pires

Como o blockchain surgiu? - Revista Essence
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Olá leitor(a), é possível que os bancos convencionais não adotem as moedas digitais em suas transações, porém algumas das tecnologias de segurança dessas criptomoedas me parecem serem importantes se implementadas em bancos. Ainda que não se utilize moedas digitais, as transações destes bancos são feitas digitalmente, assim tecnologias como o Blockchain se fazem importantes.

Como o blockchain surgiu?

O blockchain estar aos poucos se dissociando do bitcoin, porem a tecnologia começou junto com a criptomoeda. O conceito do blockchain público aparece em 2008, no artigo acadêmico Bitcoin: um sistema financeiro eletrônico peer-to-peer, publicado por uma pessoa ou grupo sob o pseudônimo de Satoshi Nakamoto.

Entendendo que a 10 anos atrás as transações de internet eram inseguras e também impopular já que os consumidores ainda temiam por comprar algo pela rede e não receberem, um cenário para transações mais seguras se fez, além de serviços e por sua vez uma moeda.


Neste mesmo momento uma bolha imobiliária se apresentava, e logo atrás dela a crise mundial, o bitcoin nasce então para, entre outras coisas, prevenir o gasto duplo e aumentar a confiança das transações financeiras, levando-as para a internet.

Dado que em um ambiente digital, os dados podem ser copiados, alterados e trocados; o blockchain foi a solução para eliminar as duas primeiras características: uma pessoa não pode gastar 1 BTC duas vezes ou dizer que te enviou 10 BTC mas transferir apenas 0,01 BTC, por exemplo.

E como isto funciona?

O blockchain é uma rede que funciona com blocos encadeados muito seguros que sempre carregam um conteúdo junto a uma impressão digital. Cada bloco então tem em si uma assinatura, uma informação e sua posição em relação aos blocos anteriores caso existam e posteriores caso estes também existam. No caso do bitcoin, essa informação é uma transação financeira. A sacada aqui é que o bloco posterior vai conter a impressão digital do anterior mais seu próprio conteúdo e, com essas duas informações, gerar sua própria impressão digital. E assim por diante.

Com isto o que temos é uma corrente/encadeamento de blocos, em inglês blockchain.

Como dito cada bloco tem em si minimamente duas informações, e no máximo 3, sendo no caso mais simples um bloco com o conteúdo e uma hash, isto ocorrer sempre no primeiro, pois estes não tem informações de blocos anteriores, a partir do segundo isto muda e se propaga por toda a cadeia, pois a partir do segundo, além do seu número de hash e conteúdo este bloco recebe o número de hash do anterior.


Essa Hash seria um numero de identidade de cada bloco, gerado por cálculos matemáticos que garantem que aquele número será único, isto gera então uma “impressão digital” de algum arquivo, ou, no caso do blockchain, de um bloco. Nesse sistema de blocos encadeados, essa impressão digital é fundamental.

O hash vai assinar o conteúdo do bloco; caso qualquer informação seja alterada, o hash muda. Quando você gera um novo bloco que também contém o hash do anterior, cria uma espécie de selo: é possível verificar e sinalizar se algum bloco foi alterado, para então invalidá-lo.

Esse bloco porem necessita de ser validado, para que isto ocorra mineradores de Bitcoin entra em cena, caso queira saber mais sobre isto leia o artigo aqui do portal Bitcoin: A moeda anticapitalista com Lastro

Agora olhando tudo isto no sentido de moedas que circulam dentro dos bancos, os bancos seriam seus próprios mineradores de dados, o que não é problema, mais mesmo que eles imaginassem em liberar para computadores pessoais minerassem ou servidores de terceiros ainda seria algo muito lucrativo e seguro, pois não é onde se faz a mineração mais como se faz que dá a segurança da blockchain.


Para além desses conceitos simples, existem 4 outros conceitos a serem aplicados.

Ledger distribuído: o livro-razão, sistema de registro das transações e blocos, é compartilhado por toda a rede e todos podem ver;

Privacidade: é possível garantir a visibilidade adequada para a rede, já que as transações conseguem ser verificáveis. O termo “adequado” é importante; no bitcoin, todas as informações da transação são públicas. No blockchain, partes sensíveis do ledger podem ser ocultadas (como o endereço de alguém), sem prejudicar a verificação do bloco;

Contrato inteligente: um documento que não pode ser alterado depois de escrito. É possível firmar contratos e autorizar (ou não) transações de acordo com os termos estabelecidos;

Consenso: as transações são verificadas pelos participantes da rede e não podem ser fraudadas;

Graças a toda essa tecnologia, as vantagens e aplicações do blockchain são imensas. Por exemplo, já noticiamos um sistema que agiliza pagamentos internacionais. Como o blockchain elimina intermediários, as transações acontecem em tempo real, com menos custos e sem perder em segurança, já que elas podem ser verificáveis e auditáveis. O risco de fraudes é reduzido por meio de contratos inteligentes. Sem ir tão longe, o setor financeiro já se beneficia com a característica principal dos blocos que evita gastos duplos e fraudes na escrita; o dinheiro não pode ser copiado, diferentemente de um arquivo. Mas o blockchain tem aplicações além das finanças; veja toda a logística de uma venda funcionando:

Bom caso tenha ficado alguma duvida deixe sua pergunta nos comentários.

Até a próxima!

Fontes:
https://bitcoin.org/bitcoin.pdf
https://pt.wikipedia.org/wiki/Blockchain
https://bravenewcoin.com/news/why-blockchain-will-revolutionize-the-banking-industry/

Colunista Saymon Pires - Revista Essence
Saymon Pires
Graduando em Sistema de Informação
Desenvolvedor de Sistemas
Telefone: +55 28 9.9882-7878
piresaymon@gmail.com