Indicadores corporativo

Coluna: Patrick Fernando

Indicadores corporativo Indicadores corporativo Indicadores corporativo Indicadores corporativo Indicadores corporativo
Indicadores corporativo

Indicadores que Empresas Inteligentes Usam para Sair do Escuro — Um Guia para Suprimentos, Contabilidade, Financeiro, Operações, T.I. e Marketing

Escrevo este artigo com um propósito muito claro: tirar do limbo a conversa sobre indicadores de desempenho nas áreas que tradicionalmente não aparecem no holofote, nas grandes mídias, nas capas dos jornais. Quando falamos em KPIs, o pensamento automático vai para vendas, produção ou faturamento. Mas, ao longo do tempo com gestores famintos controle e análise de desempenho de suas áreas, visão macro e micro da empresa, estruturando processos em diferentes setores, aprendi que a verdadeira força de uma empresa está nos indicadores das áreas de suporte e gestão, aquelas que seguram as pontas enquanto o negócio roda.

A pergunta que sempre faço é: como podemos melhorar o que não medimos? Imagine o planeta Quadrante da Estrele do Leste. O que você vê? É impossível imaginar o que não conhece! O mesmo é para melhorar algo que não medimos. E, mais importante, como podemos cobrar resultados de áreas cujo impacto parece intangível? A resposta está em indicadores bem desenhados, específicos para cada departamento. Vou direto ao ponto e compartilhar os indicadores que considero fundamentais para seis áreas estratégicas: Suprimentos, Contabilidade, Financeiro, Operações (retaguarda), T.I. e Marketing. Eles não são teóricos, são indicadores que já ajudei a implantar ou, que presenciei bons gestores desenvolver e implementar, e que transformaram a tomada de decisão.

Suprimentos — Além da economia, a confiabilidade

Área de Suprimentos é pra mim, como a primeira namorada, me ensinou muito, me proporcionou todos os tipos momentos dentro da área corporativa. Compras não pode ser medida apenas pelo menor preço. O custo de um insumo que não chega a tempo derruba toda a cadeia e causa ruídos em todas as áreas envolvidas. Por isso, os indicadores que realmente importam segundo minha experiência de mercado e, atual função em projetos.

Contabilidade — Prazo, confiabilidade e automação

A contabilidade foi na faculdade para mim, a disciplina que fazia lembrar os filmes de terror de infância, gerava medo, mas, ao decidir em encarar o medo e, olhar embaixo da cama a noite, eu percebia que não havia nada além de algo que eu criei. A Contabilidade é a guardiã da saúde fiscal e societária da empresa, mas ainda é vista como centro de custo em muitas instituições. Conversei a gerente contábil Carla Cusmão, do setor de ensino superior, onde ela me apresentou os principais indicadores usado hoje. No caso da Contabilidade, setor de atuação pode não ser relevante para usos indicadores.

Financeiro — O pulso do caixa e da saúde de curto prazo

Tesouraria e a Controladoria precisam de indicadores que antecipem problemas, não que só registrem o desastre. Falei com Lígia Castro, analista financeira Sênior de uma grande empresa do setor de energia em São Paulo. Segundo ela, os indicadores essenciais são:

Operações (Retaguarda / Backoffice) — Eficiência que sustenta a linha de frente

Operações é o mesmo que as articulações do corpo numa empresa, se começa a falhar, a empresa vai reduzir o seu ritmo gerando impactos nos demais departamentos. Processamento de pedidos, faturamento, homologação, logística administrativa. Esse é o motor silencioso. Se ele falha, o cliente sente, todos sentem. Em minha experiência e conversando com Felipe Moraes, coordenador de operações de uma empresa de tecnologia localizada em São Paulo, chegamos a conclusão dos indicadores-chave:

T.I. — De central de chamados a habilitador de negócio

T.I hoje assumiu um dos papeis de área protagonista das empresas, se não, o papel de protagonista mais importante! Sem T.I a empresa volta a idade da pedra, e não sobrevive nem mesmo se o seu objetivo não for gerar lucro. Tecnologia não pode ser medida só por “sistema fora do ar”. Os indicadores precisam vincular T.I. à produtividade da empresa.

“A propaganda é a alma do negócio”. A famosa frase gera uma reflexão que a área de Marketing é o elemento central que conecta a empresa ao seu público-alvo, sendo muito mais que mera área de propaganda. A área Marketing precisa falar a língua do negócio, e isso significa medir geração de caixa, e não apenas curtidas em redes sociais e número de seguidores. Veja abaixo os principais indicadores:

O que não se mede, se perde

Esses indicadores não são para enfeitar painéis em sala de reunião com gráficos coloridos feito no Excel. São instrumentos de sobrevivência e crescimento. O que aprendi implementando cada um deles é que a maturidade de uma empresa pode ser medida pela qualidade das perguntas que seus líderes fazem, e só se faz boas perguntas com dados confiáveis.

O desafio não é definir a lista, é ter disciplina para coletar os dados certos, revisar periodicamente e, principalmente, tomar decisões que contrariem o “sempre fizemos assim”. Se você está em um desses departamentos ou lidera algum deles, comece escolhendo apenas três indicadores que realmente importam agora. Meça, exponha sem medo e use-os para guiar melhoria contínua. O resto é consequência. Melhorias Contínuas que merece um artigo apenas sobre a área e metodologia, tema que vou afundo no próximo artigo.

Eu tive excelente mestres que ensinaram de forma prática em atuar no que pode ser, a pressão arterial de uma empresa, os indicadores. Gustavo Moreira, Widson Cruz, Felipe Oliveira de marketing, Paula Fontes, Fabio Cedano.

Leia: Lean six sigma para leigos - Alta Books
Estatística para leigos - Alta Books

Patrick Fernando

Patrick Fernando

Graduado em Ciências Econômicas e Gestão Comercial por instituições privadas.
Intercambista em países como Chile, Irlanda, Polônia e Inglaterra.
Escritor.
LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/patrick-fernando-210613111/