Julho Verde alerta para os sinais do câncer de cabeça e pescoço

Coluna: Donnie Allison

Julho Verde alerta para os sinais do câncer de cabeça e pescoço Julho Verde alerta para os sinais do câncer de cabeça e pescoço Julho Verde alerta para os sinais do câncer de cabeça e pescoço Julho Verde alerta para os sinais do câncer de cabeça e pescoço Julho Verde alerta para os sinais do câncer de cabeça e pescoço
Julho Verde alerta para os sinais do câncer de cabeça e pescoço

O Julho Verde é uma campanha nacional de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, criada para alertar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento oportuno. Esse grupo de tumores pode acometer regiões como boca, laringe (cordas vocais), faringe, cavidade nasal, tireoide e glândulas salivares.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil registra cerca de 40 mil novos casos por ano desses cânceres, sendo o tumor de laringe um dos mais frequentes. Os principais fatores de risco são o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e a infecção pelo HPV, tornando a adoção de hábitos saudáveis e a vacinação estratégias fundamentais de prevenção.

Para o Espírito Santo, a estimativa de incidência de novos casos em 2026 é de: cavidade oral - 510 casos; laringe - 200 casos; tireoide - 110 casos e pele (não melanoma) 6.740 casos. “A identificação precoce aumenta significativamente as chances de cura e reduz a necessidade de tratamentos mais complexos. Feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir, caroços no pescoço e alterações na voz são sinais que merecem avaliação médica”, ressalta Jeferson Lenzi, cirurgião e coordenador do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital Santa Rita.

O cirurgião acrescenta que trata-se de um dos cânceres mais comuns no país, sendo a maior incidência de cânceres de cavidade oral e laringe em homens, enquanto o câncer de tireoide é predominante em mulheres. Segundo Jeferson Lenzi, o Hospital Santa Rita realizará, este mês, um simpósio reunindo especialistas da área para discutir sobre novos tratamentos e condutas para salvar vidas dos pacientes acometidos pela doença.

Em relação à prevenção, o médico destaca a importância de se manter uma alimentação saudável, praticar atividade física regularmente, manter a higiene bucal em dia, usar protetor solar, principalmente nos lábios, orelhas e nariz - que são regiões muito expostas às radiações solares -, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e, claro, abandonar o fumo. “Eliminar o hábito de fumar é uma das melhores alternativas para evitar a maioria dos cânceres de boca, faringe e laringe”, diz.

PREVENÇÃO E REABILITAÇÃO - Quando se fala em prevenção do câncer de cabeça e pescoço, o consultório odontológico pode ser um dos primeiros locais capazes de mudar o rumo da doença. Mais do que cuidar dos dentes, o cirurgião-dentista está preparado para identificar alterações suspeitas na boca e em estruturas vizinhas que podem indicar lesões potencialmente malignas em estágio inicial. Esse diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura, permite tratamentos menos agressivos e reforça a importância das consultas regulares como uma estratégia essencial para proteger a saúde.

Alterações como feridas que persistem por mais de duas semanas, manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, nódulos e áreas endurecidas requerem atenção especial e devem ser investigadas. “Por isso, as consultas periódicas ao dentista representam uma oportunidade valiosa para o diagnóstico precoce, especialmente entre pessoas com maior risco de desenvolver a doença, como fumantes, consumidores excessivos de bebidas alcoólicas e indivíduos com infecção pelo HPV em determinados tipos de câncer da região da orofaringe”, enfatiza Estevão Azevedo Melo, dentista e coordenador do curso de Odontologia do Unesc, em Colatina.

O diagnóstico precoce é um dos principais fatores para aumentar as chances de cura do câncer de cabeça e pescoço. No entanto, a prevenção continua sendo a melhor estratégia, por meio da adoção de hábitos saudáveis, da eliminação dos fatores de risco e da atenção aos sinais e sintomas da doença. Durante e após o tratamento, muitos pacientes podem apresentar alterações na fala, na deglutição, na mastigação e na respiração, comprometendo sua autonomia, comunicação e qualidade de vida. Nesse contexto, a atuação do fonoaudiólogo é essencial em todas as fases do cuidado, desde a prevenção e orientação até a reabilitação.

"O fonoaudiólogo desempenha um papel fundamental no acompanhamento do paciente com câncer de cabeça e pescoço. Em alguns casos, a atuação começa ainda no período pré-operatório e se estende durante e após o tratamento, seja ele cirúrgico, por radioterapia ou quimioterapia. Por meio de avaliações especializadas e terapias específicas, é possível restaurar ou compensar perdas funcionais, reduzir o risco de complicações, como engasgos e pneumonias por aspiração, além de favorecer a recuperação e adaptação da comunicação e da alimentação segura. O acompanhamento fonoaudiológico também contribui para preservar a autonomia, a interação social e a qualidade de vida, permitindo que o paciente retome suas atividades e o convívio familiar com mais segurança e confiança", destaca Emilia Mussi Montenegro, fonoaudióloga e coordenadora do curso de Fonoaudiologia do Unesc.

PRINCIPAIS FATORES DE RISCO

Para o câncer de cavidade oral (boca e faringe)
Tabagismo
Consumo excessivo de álcool
Exposição ao sol sem uso de protetor labial
Infecção por HPV (Papolomavírus Humano)

Para o câncer de tireoide
Dieta pobre em iodo
História de irradiação do pescoço
Radioterapia em baixas doses (principalmente na infância)
História familiar de câncer de tireoide
Obesidade
Exposições hormonais
Poluentes ambientais

Para o câncer de laringe
Tabaco (cigarros, charutos, cachimbos, narguilés e produtos feitos por rolos)
Consumo excessivo de bebidas alcoólicas
Excesso de gordura corporal
Exposição ocupacional de alguns elementos como pó de madeira, produtos químicos utilizados na metalurgia, petróleo, plásticos, indústrias têxteis e o amianto

Donnie Allison

Donnie Allison

Telefone: +55 28 9.9945-1095 (WhatsApp)
Instagram: @revistaessence