Março Azul: atenção para o câncer colorretal

Coluna: Donnie Allison

Março Azul: atenção para o câncer colorretal Março Azul: atenção para o câncer colorretal Março Azul: atenção para o câncer colorretal Março Azul: atenção para o câncer colorretal Março Azul: atenção para o câncer colorretal
Março Azul: atenção para o câncer colorretal

Em março, o Brasil volta os olhos para o câncer colorretal - Março Azul Marinho -, uma das neoplasias mais comuns e desafiadoras. Também chamado de câncer do intestino grosso e reto, essa doença representa um importante problema de saúde pública, com impacto significativo em termos de incidência e mortalidade. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) estimam, aproximadamente, 53.810 novos casos da doença por ano no triênio 2026-2028 no país, sendo a maior parte dos casos em mulheres.  

“O câncer colorretal, em muitos casos, pode ser evitado ou tratado com sucesso quando identificado precocemente. Por isso, campanhas como o Março Azul Marinho são fundamentais para salvar vidas”, afirma Loureno Cezana, oncologista do Hospital Santa Rita, ressaltando a necessidade de conscientização sobre sinais de alerta, prevenção e avanços terapêuticos.

Segundo o médico, o câncer colorretal pode ser silencioso nos estágios iniciais, mas alguns sinais merecem atenção imediata: sangue nas fezes; alteração do hábito intestinal (diarreia e constipação intercaladas); dor ou desconforto abdominal persistente; perda de peso inexplicada; anemia e cansaço prolongado. “Qualquer sintoma persistente deve ser investigado”, alerta.

PREVENÇÃO - A prevenção é, sem dúvida, a estratégia mais eficaz para combater o câncer de intestino. Dados epidemiológicos apontam que até 40% dos casos poderiam ser evitados com mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas e redução do consumo de álcool e tabaco.

“Adotar hábitos saudáveis - mais fibras, menos carnes processadas, atividade física regular - não só diminui o risco de câncer colorretal como melhora a saúde como um todo”, afirma o oncologista do Hospital Santa Rita. 

O exame mais eficaz para rastreamento, de acordo com Loureno Cezana, é a colonoscopia, recomendada, em geral, a partir dos 45 anos ou mais cedo para quem tem fatores de risco. “Esse procedimento permite visualizar toda a mucosa do intestino e remover pólipos pré-cancerígenos antes que se tornem tumores malignos. A colonoscopia é uma ferramenta poderosa: ela previne e, quando necessária, diagnostica o câncer colorretal em estágios iniciais, aumentando muito as chances de cura”, explica. Além da colonoscopia, podem ser solicitados exames de sangue oculto nas fezes, tomografia, ressonância magnética e exames laboratoriais para estadiamento da doença.

O médico ressalta que o tratamento do câncer colorretal é multidisciplinar e depende do estágio da doença no momento do diagnóstico. As principais abordagens incluem: cirurgia oncológica para remoção do tumor, que pode ser minimamente invasiva em casos precoces; quimioterapia moderna, incluindo regimes mais toleráveis e com menos efeitos colaterais; terapias alvo e imunoterapia, que têm revolucionado o cuidado em doenças avançadas ao direcionar o tratamento a características específicas das células tumorais; radioterapia, principalmente em tumores do reto para reduzir a chance de recidiva local.

“Temos hoje tratamentos muito mais eficazes e com melhor qualidade de vida para os pacientes do que há uma década. Mas tudo começa com o diagnóstico precoce,” reforça Cezana.

ENTENDA A DOENÇA - O câncer colorretal - que está entre os três mais frequentes no Brasil entre homens e mulheres juntos - é um tumor que se desenvolve no intestino grosso (cólon) ou no reto, parte final do intestino antes do ânus. Ele geralmente começa a partir de pólipos, que são pequenas lesões benignas na parede intestinal e que, ao longo de anos, podem se transformar em câncer.

“Na maioria dos casos, o processo é lento. Um pólipo pode levar de cinco a dez anos para se transformar em câncer. Esse intervalo é justamente o que permite a prevenção por meio de exames como a colonoscopia. O problema é que, nas fases iniciais, a doença costuma ser silenciosa e muitas pessoas só procuram atendimento quando os sintomas já estão mais evidentes”, afirma Loureno Cezana.

Donnie Allison

Donnie Allison

Telefone: +55 28 9.9945-1095 (WhatsApp)
Instagram: @revistaessence